Foi realizada, na manhã desta quarta-feira, a primeira e única audiência do caso da menina de 3 anos que morreu devido a múltiplas lesões, em julho deste ano, em Santa Maria. Durante a audiência, testemunhas de acusação e defesa foram ouvidas no Fórum da cidade, além dos réus – a mãe da menina, uma jovem de 21 anos, e o padrasto, de 20.
Mãe e padrasto são indiciados por maus-tratos a irmão de menina de 3 anos
De acordo com o promotor Rodrigo Oliveira Vieira, os dois jovens responderam a todos os questionamentos feitos na audiência, mas negaram a responsabilidade pelo crime.
– Um imputou ao outro durante os depoimentos. Mas, como todas as testemunhas do caso já foram ouvidas hoje, não haverá nova audiência – comentou o promotor.
Segundo as investigações, a criança chegou sem sinais vitais ao Pronto-Atendimento (PA) do Bairro Patronato, em Santa Maria, na madrugada do dia 11 de julho, levada pela mãe e pelo padrasto. A perícia apontou que a menina morreu devido a múltiplas agressões físicas, e mãe e padrasto foram indiciados pelo crime. Entretanto, durante os depoimentos prestados à Polícia Civil, a mãe alegou que o companheiro era muito violento e que teria sido ele quem havia agredido a garotinha.
Mãe e padrasto da menina de 3 anos são indiciados por homicídio
O caso segue, agora, para o Ministério Público, que tem o prazo de cinco dias para fazer as considerações necessárias e, depois, passa pela defesa dos réus. Depois disso, o juiz responsável pelo caso vai decidir qual será o encaminhamento do processo.

O CASO
De acordo com a Brigada Militar, a menina deu entrada no Pronto-Atendimento (PA) do bairro Patronato, levada pela mãe e pelo padrasto, já sem os sinais vitais, na madrugada do dia 11 de julho. Como ela chegou sem vida e apresentava diversas marcas de hematomas e escoriações pelo corpo e pelo rosto, o médico que atendeu a criança chamou a polícia.
À guarnição, os responsáveis pela criança disseram que ela havia caído no domingo em meio a materiais de construção que estão no terreno da casa. O homem informou aos policiais que a mãe não achou necessário levar a criança ao médico no domingo porque teria dado um medicamento para aliviar os machucados.
Escola já havia relatado negligência em relação à menina de 3 anos que morreu e ao irmão dela
Segundo informações extra-oficiais do padrasto à BM, por volta da 1h, a mãe da menina foi até o quarto onde a criança dormia e constatou que ela espumava pela boca. Depois disso, mãe e padrasto resolveram buscar atendimento médico.
A Polícia Civil foi acionada e esteve na casa onde a menina morava, no Bairro Nova Santa Marta, em busca de indícios de possíveis sinais de violência. No local, testemunhas disseram que as agressões do padrasto e da mãe à criança eram recorrentes. Diante dos depoimentos, os dois foram levados para a delegacia e, em seguida, foram presos preventivamente.